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Hodômetro - quilometragem dos participantes

Participante
Distância percorrida
Alberto
639,4 km
Daniela
810,0 km
Jorge
784,4 km
Marcelo
858,2 km
Paulo
211,2 km
Yumi
145,6 km
(considerando somente os eventos listados neste blog)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Feliz 2013!

Foram 15 provas, 1 vitória no Fun Trekking, um "top 5" na Copa North, 453 km percorridos, 1 integrante nova (e 1 velho que voltou para fazer uma participação especial), algumas garrafas de uísque e outras tantas de vodca...

Foi um ano cheio de altos, baixos, lama, água, pedras, cercas de arame farpado e muita escuridão (fizemos 4 etapas noturnas)...

Foram poucos lugares novos, um Desafio Northbrasil incrível, uma etapa noturna no Fun Trekking e uma semi-urbana...

No final das contas, ficamos em segundo lugar no Fun Trekking e em 14° na Copa North...

Enfim... um ano memorável e cheio de comemorações!

A contagem regressiva já começou... Que venha 2013!

Família Johnnie's Walkers


domingo, 25 de novembro de 2012

Fun Trekking 2012 - Paranapiacaba

Nada como uma prova perto de casa e com largada às 11h07 para dormir um pouco mais! Deu tempo de tomar um café da manhã caprichado na Padaria Bella Vitória. Saímos da padaria um pouco depois das 9h e chegamos na parte baixa de Paranapiacaba em torno das 10h, com tempo de sobra.


Nossa estratégia dessa vez estava meio capenga, não pegava todos os postos de controle mas tinha todos os ocultos. Deixamos de lado o PC 22 porque estava distante e os ocultos são sempre um risco.

Depois da largada, passamos nos postos 02, 17 e 27 sem nenhuma surpresa, mas deu para perceber que os tempos das rotas estavam enxutos e precisamos acelerar o passo. Além disso, precisávamos da dica do oculto 20 que estava no 29.


A seguir, descemos para o Café Bar do Lira para pegar o posto 26 e chegamos adiantados. Como do 26 faríamos uma rota inválida para o 25, que também estava no Bar, deu tempo de procurar por ele e ainda de conhecer o lugar.


Dali, descemos em direção Centro de Informações Turísticas, onde passamos no PC 06. Subimos até o posto 18, que estava atrás do Castelinho. Estávamos adiantados.



O próximo da estratégia era o oculto, 20, cuja dica estava no 29. Interpretamos a dica de maneira equivocada, e ao invés de buscar a localização pelo mapa, tentamos navegar a partir do PC 29. É óbvio que deu errado, e perdemos 3 minutos até acertar a posição do posto. Para piorar, Marcelo resolveu dar a volta no quarteirão pelo caminho mais longo...

Conforme Marcelo e Jorge subiam até o oculto, Daniela e Alberto ficaram para trás. Encontrado o oculto, reunimo-nos novamente e seguimos para o posto 05, que foi encontrado facilmente.


Desse posto, subimos pela trilha que leva à entrada principal do castelinho e pegamos o posto 01 atrás dele.  Naquela mesma trilha, pegamos o posto 03. Descemos a trilha e rumamos para a Casa Fox de Memória, atrás do posto 30. Durante o trajeto para o posto 05, ouvimos equipes reclamando que a Casa Fox estava fechada e que o chip do posto 30 estava inacessível. Sabendo disso, fizemos registro manual do horário (em todos esses anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso nos acontece).

O posto 32 deveria ter sido difícil de encontrar porque, de acordo com o diretor de prova, o chip deveria estar "oculto" por uma portinhola na locomotiva. Encontramos rapidamente e deu tempo para um sessão de fotos...



A próxima parte da prova foi sinistra.

(tem áudio...)

A localização do posto 21 foi feita por instrumentos.


Finalmente, depois de passar pela terceira vez no PC 29, fizemos o registro e fomos para o posto 34, onde fizemos a determinação da posição do oculto 08 no mapa.

A próxima parte da prova foi numa região totalmente desconhecida (para nós, pelo menos) de Paranapiacaba, o que dificultou as coisas para a gente.

Pegamos um caminho pelos postos 07 e 09 até a Pousada Milenar. Quando chegamos lá, o portão estava fechado e ficamos procurando o chip do lado de fora da pousada. Uma senhorinha, lá de dentro da pousada, mandou a gente entrar e apontou o chip para nós! Bipamos, agradecemos e fomos embora.

Não conseguimos encontrar o oculto 08, mesmo fazendo a localização dele com antecedência. Escrevendo este post, a trilha para ele me vem à cabeça, mas no momento nem pensamos em descer por ela. Conformamo-nos com nosso erro e decidimos ir para o próximo posto da estratégia, o 12, mas de novo fizemos o caminho mais longo... Pegamos a dica para o oculto 15 e descemos para o posto 09.


A garoa fina molhava o mapa e borrava tudo. Fizemos uma determinação meio maluca do posto 15 e decidimos fazer o caminho pelo 12 e pelo 13. O caminho era escorregadio e nos fez perder dois integrantes da equipe: Daniela levou um tombo e decidiu abortar a prova. Jorge também estava cansado e decidiu acompanhar a Daniela até a chegada.

Alberto e Marcelo passaram ao lado do posto 13 (no antigo hospital para doenças infecto-contagiosas - que lugar sinistro!) e chegaram à guarita onde estava o posto 14, então o oculto 15 deveria estar por perto. Procura, procura e nada. Até que Marcelo decidiu entrar por um pequeno riacho seco que passava por baixo da rua. Quando foi descer, viu uma tirinha plástica preta, embaixo de uma folha grande. Quando tirou a folha... BINGO! lá estava o oculto, bem oculto por sinal!

Na empolgação, Alberto deixou o bipe cair no chão e, pela Lei de Murphy, o bipe passou direto pelo vão da ponte e foi parar dentro do riacho que, para nossa sorte, estava seco... Bem nessa hora, vinha subindo uma equipe... Disfarça aí!

Pegamos o oculto e aí bateu a dúvida. Será que daria tempo de pegar o posto 28? Perdemos muito tempo ao longo da prova e corríamos o risco de estourar o tempo de prova. O jeito seria correr, mas Alberto estava com dores nas costas e Marcelo estava com tendinite no pé. A solução? Dividir a equipe de novo, e Alberto foi esperar na chegada, juntamente com Jorge e Daniela. Marcelo subiu a Rua Rodrigues Alves e se embrenhou nas bananeiras até encontrar o posto 28.

Desceu a rua correndo e chegamos com menos de 2 minutos de folga. No osso!

O resultado poderia ter sido um pouco melhor, mas foi uma prova difícil, apesar de ter sido "urbana" (o conceito de "urbanismo" é relativo), pela estratégia difícil e pelos postos ao sul. A localização dos ocultos também dificultou nossa vida. Se aquele oculto 08 tivesse sido encontrado...




Distância: 9,67 km
Tempo total: 2h 28min

Participantes: Alberto, Daniela, Jorge e Marcelo.

 Resultado:
1 - Big Blue (23769 pontos)
2 - Bora Bora (21009 pontos)
3 - Johnnie's Walkers (19089 pontos)

Prato do dia: Matambre do Restaurante Cantinho da Terra, lá de Paranapiacaba, prato vencedor do Festival de Botequim.



Menção honrosa para a criança gritando ao fundo, no vídeo do campo de futebol. Mais sinistro só se o trem apitasse nessa hora...

sábado, 6 de outubro de 2012

Northbrasil 2012 - Camping Casarão (noturna)

Por ser véspera de eleição, desta vez optamos por não pernoitarmos no Camping Casarão e voltarmos fedidos para casa. Assim, saímos de SP um pouco depois das 18h, pegamos um baita trânsito na marginal Pinheiros e chegamos no Casarão às 19h45. Deu tempo de preparar a largada e comer um salgado... 

         


Largamos às 20h44 e percorremos muitas das ruas internas ao camping até o final do trecho 04, em velocidades baixas e sem muitas surpresas. No início do trecho 05, estávamos próximos à entrada da mata, a leste da sede do camping e quase erramos a entrada da trilha na mata, que estava meio escondida. Por causa disso, atrasamos no trecho 06, que já foi naturalmente difícil, com trilha fechada e trechos de riacho.

Numa das referências, saímos próximos a uma das pontes dessa parte da mata e vimos muitas equipes indo e vindo. Claramente faríamos alguns laços por lá.

No trecho 07, saímos pela entrada principal da mata, com ±2 minutos de atraso, e rumamos para a descida do mata-burro na intenção de tirar o atraso.

Quase erramos na primeira referência do trecho 8, saindo da estrada de terra. Em seguida, erramos de novo na segunda referência... E graças a esse erro, pegamos o PC 09 com 20 segundos de atraso (a gente ia passar adiantado!). Na terceira referência do trecho 08, adivinha? erramos de novo. Show de horrores!

Entramos por uma trilha à direita junto com uma equipe tão perdida quanto a gente e essa trilha nos levou a cruzar a estrada de terra principal. Saímos dessa trilha no final do trecho 09 com 20 segundos de atraso.

Saímos próximos aos lagos ao sul do camping e rumamos para oeste, saindo do camping pela porta dos fundos... A subida parecia longa, mas a velocidade era baixa. A região era totalmente nova, algo surpreendente para provas no Casarão... Passamos no PC 11 com 5 segundos de atraso.

Saímos em um lago, pegamos uma trilha à direita e, meio atordoados que estávamos, fomos meio no vácuo. No meio da subida bateu uma incerteza... A seguir, vieram três referências seguidas com a observação "ATENÇÃO! pela trilha 'mal definida'". Como à noite todos os gatos são pardos e todas as trilhas são mal definidas, erramos e quase nos perdemos. Atrasamos quase um minuto.

Voltamos para o lago e pegamos uma trilha à esquerda. Era uma descida e acabamos errando numa referência junto com uma equipe à nossa frente. Voltamos e perdemos mais um tempo. No trecho 38, fizemos duas descidas com cordas e tiramos parte do atraso. Demos uma escapada da trilha ao chegar ao grande lago do camping e nos achamos de novo graças à escada da tirolesa. Demos um passeio pelo riacho e saímos no "futebol de lama" (a planilha era bem clara: era para passar no meio do campo. Não sei por quê, mas ninguém se habilitou...). Algo me dizia que devia ter um PC bem lá no meio (hmmm... seria o 15, que foi cancelado?)...

Chegamos à trilha escorregadia que vai dos lagos até a entrada da gruta. Na bica, havia um neutro e começava o trecho de virtual.

Subimos a "rota do cocô" e encontramos o primeiro PC virtual (erramos por 21 m). Depois, descemos uma trilha que só conhecemos na última etapa do Fun Trekking. Foi difícil contar passos ali e por isso acabamos fazendo 54 pontos no PC virtual 20... O fim do trecho 20 nos levou ao neutro, finalmente...



Tivemos direito a fazer um neutro completo (na última etapa noturna tivemos "menos 2" minutos de neutro - não, não foram menos de 2). Deu para recuperar as energias.

Relargamos pela trilha que leva ao rio subterrâneo. Não havia nenhuma equipe próxima e a prova estava boa, mas os barulhos de animais estava deixando o ambiente tenso! Bem típico de uma prova de Halloween!

Antes de subirmos a escada naquela trilha, Alberto levou um belo tombo. Aquela parte do camping durante a noite é bem traiçoeira, por melhor que a conheçamos... Fizemos 5 pontos no PC 23.

Quando terminamos de subir, entramos por uma trilha, que conhecíamos mais ou menos, que continuava subindo. Essa trilha é meio escondida no começo mas depois fica mais aberta. Nessa trilha, achamos o PC 26 e fizemos 39 pontos. Nosso atraso estava caindo.

Voltamos para a trilha principal e seguimos até a segunda ponte da trilha, já quase sem atraso. Cruzamos a ponte e entendemos os laços que as equipes faziam quando ainda estávamos na primeira parte da prova...

Depois do laço, entramos no rio. Inferno molhado, não dava para segurar planilha, nem lanterna, nem nós mesmos... Muitas pedras lisas faziam-nos andar sobre as 4 pernas, em ritmo lento para não cair de cara na água... Quando as pedras terminaram, o rio ficou mais raso e plano, mas mesmo assim estávamos quase um minuto atrasados.

A saída do rio também foi tensa, porque o barranco estava difícil para subir com os pés molhados. Subimos a trilha até o início do trecho de virtual e conseguimos tirar o tempo de atraso, mas ficamos um tempo até entender as próximas referências... Acertamos o passo e seguimos em frente.

(olhando a ficha técnica durante a elaboração deste post, vi que passamos 3m 49s atrasados no PC 31... Que estranho... não lembro de estar tão atrasado assim... Enfim...)

O virtual foi longo, e teve 3 PCs. No último, PC 34, erramos por 12 m (que dá um erro de 1,1%). O nosso maior problema veio depois (e olhando para a ficha técnica, vimos que perdemos uma excelente oportunidade, porque estávamos em 4° lugar nessa parte da prova).

No PC 35, último PC do trecho de virtual, passamos com 40 segundos de atraso e no final do trecho do virtual (de 1410 m) a referência apontava para uma "trilha mal definida no início". A trilha era mesmo muito mal definida e o desenho da tulipa não ajudava, porque havia muitas pedras no lugar. Perdemos muito tempo procurando e quando achamos uma trilha qualquer, elegemo-na como correta. Quando chegamos na terceira referência do trecho 35, por perdidos que estávamos, vimos lá longe o PC 30 e fomos direto para ele. Que bobagem... Ficamos mais uns 3 minutos perplexos, olhando para o nada e decidindo o que fazer, já que o óbvio (voltar para a última referência que se tem certeza) estava fora de cogitação. Resolvemos voltar e por sorte achamos a terceira referência do trecho 35, que era muito clara. Resolvemos arriscar e medir os 93 m e tudo voltou a fazer sentido (mas com um atraso monstruoso, impossível de tirar).

Achada a referência, seguimos em frente... Pulamos a valeta do trecho 36 e passamos por um buraco apertado na cerca de arame farpado... Mais atraso... Mas o próximo trecho deu uma animada: ao medir os 216°, Marcelo embrenhou-se numa trilha estreita e os demais integrantes acharam estranho e questionaram. O som do bipe do PC 37 foi a indicação de que aquela era a trilha certa!

A seguir, iniciamos o caminho para a chegada. Estávamos todos cansados e andando rápido para recuperar pelo menos uma parte do atraso. Durante a subida por uma rua interna ao camping, Marcelo caiu na pegadinha do PC 38 que, disfarçado de Gene Simmons, pulou na frente dele e deu um tremendo susto!

No trecho 38 passamos por trás da sede do camping e, ao avistar a chegada, Daniela e Jorge desistiram da prova e ficaram por lá mesmo. Alberto e Marcelo ainda deram uma volta pelos chalés e passaram no pórtico de chegada com atraso de quase 3 minutos.

Mesmo num lugar manjado como é o Camping Casarão, a Northbrasil conseguiu fazer uma prova diferente. Muitas das trilhas eram novas para nós e o conhecimento prévio do lugar praticamente não ajudou. A burrada que cometemos no final da prova justifica-se pelo cansaço acumulado e pela dificuldade técnica daquela parte da prova... Mesmo assim, foi decepcionante.

Mas vendo por outro lado, foi nossa melhor participação numa prova noturna da Nortbrasil (antes tínhamos um 23° e um 26° lugar). Com esse resultado, estamos em 9° lugar na Copa North 2012 e em 7° no segundo turno! Mas bem mesmo estamos na Bota de Ouro, com o 2° lugar no ano (e 3° no segundo turno).

(poucas fotos no Picasa)

Distância: 8460 m
Tempo total: 2h 57min

Participantes: Alberto, Daniela, Jorge e Marcelo.

Resultado:
1 - Popatapataio (1480 pontos)
2 - Bons Ares (1843 pontos)
3 - Tarahumaras (2232 pontos)
...
9 - Johnnie's Walkers (3229 pontos - média de 80,7 pontos por PC. 3° no Bota de Ouro com 269 pontos)

Prato do dia: Pizzas do Camping Casarão

sábado, 8 de setembro de 2012

Desafio Copa Brasil de Enduro a Pé - Socorro

Quase perdemos o Desafio deste ano por conta dos preços da hospedagem em Socorro. Por ter ocorrido durante o feriado, o preço da hospedagem aumenta consideravelmente e muitos hotéis e pousadas fecham pacotes para três noites. Na nossa primeira consulta, encontramos valores da ordem de R$ 1500,00 por casal (!!!), o que inviabilizaria nossa participação.

Yumi e Alberto se empenharam em buscar alternativas de hospedagem e encontraram a Pousada Recanto dos Manacás, a R$ 439,00 por casal (para participantes do Desafio). Aí voltamos a ficar empolgados! Quer dizer, menos o Jorge, que decidiu não ir...

Saímos de SP na sexta-feira em torno das 11h30 e pegamos a Rod. Fernão Dias tuuuudo parada... Graças ao Waze, fomos fazendo caminhos alternativos que aumentaram a distância do percurso, mas que reduziram o tempo de viagem. Chegamos em Bragança Paulista quase às 14h e paramos para almoçar no Restaurante Refúgio de Minas (abaixa o som antes de clicar).

Fizemos check-in na pousada lá pelas 15h30 e o Congresso Técnico (putz, tem que atualizar o Lattes) estava marcado para as 16h. Preparamos tudo e saímos correndo!



Durante esse Congresso, foram apresentadas as regras do campeonato, o sorteio do horário de largada da prova noturna e a forma de classificação ao longo do Desafio.


Etapa 1 - Fase Qualificação (Noturna)

Antes de largar, fomos procurar algum lugar para comer, já que o Restaurante Nascentes não serviria nada (nem lanche, nem comida, nem porções, só chope) antes da largada. Mancada. Acabamos achando um restaurante nas imediações no qual, aliás, fomos muito mal atendidos, porque chegamos no horário de fechar (na lanchonete do Kango Jango nem nos deixaram entrar). Abastecidos (de óleo, no caso), voltamos para o Restaurante Nascentes.

Largamos às 19h26.


Contornamos o lago ao lado do Restaurante Nascentes e subimos um barranco entre bambus, que não foi difícil, mas deu um stress e perdemos um tempo. Em seguida, pegamos uma subida, dentro de uma pousada e acertamos o tempo. Mas no trecho 03 havia uma referência meio esquisita na planilha, que solicitava entrar à esquerda na trilha mal definida (para nós e para as outras equipes que estavam perdidas não ficou claro que a trilha principal virava para a direita, de modo que a "mal definida" estava à frente). Enfim, perdemos ali uns 2 minutos. Sorte que a velocidade era de 40 m/min e a do próximo trecho era ainda mais baixa.

Cometemos mais um erro, agora na determinação dos 114° do trecho 04: ao chegarmos na trilha da segunda referência, vimos o PC 04 à direita, mas devíamos virar à esquerda. Achamos que era pegadinha e deixamos para pegá-lo depois. Dançamos, perdemos o PC.

Depois, logo no início do trecho 05, erramos na determinação dos 196 m, passamos a referência, pegamos o PC 05 fora de ordem e ainda ficamos um tempo perdidos.



De volta na trilha, encaramos uma subidona que, atrasados que estávamos, tirou nosso fôlego. Achamos uma luz no PC 06, literalmente... Tinha uma lanterna caída lá!

Como tudo que sobe, desce, veio a descida. 137 m ladeira abaixo e volta para a região do PC 05. Aí percebemos o erro.

Na sequência, pegamos uma trilha até uma pequena mata, com ooooutra subidona. Chinelamos tanto que passamos 38 s adiantados no PC 11. 

A seguir, começamos a descer o morro, numa trilha um pouco traiçoeira, até um riacho, onde estava o neutro.


A água estava fria, mas nem sentimos. Deve ter dado uns 300 m na água, com profundidades até o meio da coxa. Nos precipitamos e tentamos sair do rio antes da hora, e tomamos mais atraso.



Quando saímos do rio, adivinha? Maaaais subida... Segue os fios de energia, desce o morro e ATENÇÃO! Um monte de curecas numa passagem sobre as pedras.

Margeando a mata, chegamos numa equipe que nos precedia. Era tanto atraso que nem sei que equipe era. Eles estavam no tempo, então Marcelo e Alberto os ultrapassaram, mas as meninas ficaram para trás.

Na primeira referência do trecho 19, Alberto e Marcelo pararam na entrada da trilha entre os bambus, um de cada lado da trilha para não atrapalhar a passagem, para esperar Yumi e Daniela. Nesse momento, esperávamos que a(s) equipe(s) que ultrapassamos entrasse por aquela trilha. Mas, perplexos, assistimos o povo passar direto! Na hora, foi até meio cômico, pois Daniela e Yumi estavam logo atrás deles e assim que elas chegaram entramos pelo bambuzal! Viramos para a esquerda e demos de cara com o PC 17! E todo aquele povo passou reto!

Mas aí erramos oooutra vez. Quando encontramos a passagem certa (engraçado... agora, escrevendo este post, a referência me parece tão clara que nem sei por que erramos), saímos do bambuzal e entramos na estrada de terra rumo à chegada.


Durante a divulgação do resultado, mal podíamos acreditar que ficamos em 3°, porque cometemos todos os erros que podíamos e que não podíamos nessa etapa.

Comemos umas bobagenzinhas por lá mesmo e fomos para a pousada descansar para o dia seguinte, que prometia...

Distância: 3983 m
Tempo total: 1h 29min

Participantes: Alberto, Daniela, Marcelo e Yumi.

Resultado:
1 - GPS (2415 pontos)
2 - Vamos Sim! (2895 pontos)
3 - Johnnie's Walkers (3251 pontos)
...

Com a terceira classificação, ficamos como cabeça de chave do Grupo C, composto por nós e pela equipe Abandonados na Trilha.

Etapa 2 - Fase Grupos

Acordamos cedo e tomamos café na pousada antes de todo mundo, pois o pessoal da pousada, muito atencioso, liberou o café mais cedo para que pudéssemos chegar mais cedo no Hotel Fazenda Portal do Sol, local das três etapas do dia.

Pelo que ouvimos no Congresso Técnico, essa seria a etapa mais difícil fisicamente, então decidimos que Yumi e Daniela seriam poupadas para que participassem das demais etapas.

Fizemos check-in e largamos às 9h17 ladeira acima.


Ao final do trecho 01, entramos por uma trilha na mata, atrás do Restaurante Rancho do Cowboy, subindo o morro. A velocidade era de 35 m/min, a trilha era íngreme e exigiu esforço considerável.


Ao sair da mata, havia um neutrinho de 1 minuto e o início do trecho de virtual, que foi praticamente todo em descida, com visual magnífico (pena que não tínhamos fotógrafa!). Devido à baixa velocidade e aos trechos de descida, não fomos bem nos virtuais: fizemos 47 pontos no PC 07 e 27 no PC 10. Terminada a descida, chegamos ao neutro de 3 minutos, perto do canil.

Relargamos do neutro rumo ao Rancho do Cowboy. Ao chegar ao Rancho, descemos pela esquerda e pegamos a "Trilha Ecológica".

Fizemos um laço e passamos de novo perto do canil e no Rancho do Cowboy, mas dessa vez fomos pela direita, passando ao lado da pista de adestramento (que está mais para pista de motocross).


Nesse ponto da prova, ao avistarmos o PC 14, tinha uma equipe vindo rápido atrás de nós. Estranhamos, porque era uma equipe que largara depois de nós e estávamos no tempo (tanto que zeramos esse PC), mas demos passagem. Passaram correndo e lá na frente, pararam. Acho que perceberam o erro...

Fizemos a medição de 199° e seguimos por uma rua de calçamento. Depois dos 37 m, medimos os 289° e vimos um vão bem definido entre uma plantação. O caminho parecia tão óbvio que até desconfiamos e procuramos algum PC escondido entre as árvores. Chegamos a uma mureta e medimos NORTE. Estranho, algo não batia. Enfim, como a próxima referência era a chegada, chegamos...


Quando pegamos a ficha de performance, vimos que perdemos o PC 15. Que estranho, Marcelo pediu para ver a filipeta e, de fato, não estava picotada. Foi aí que a ficha caiu: havia mesmo um PC na última descida no meio da plantação (é, não. Agora, escrevendo o post, vi na planilha as duas casinhas na última referência. Paramos na mureta, mas acho que devíamos ter ido em frente... Nessas horas dá vontade de voltar lá para ver pessoalmente - e aí, alguém topa um day use lá para conferir?)...

Na divulgação do resultado, as equipes estavam fazendo pontuações altas, exceto a equipe vencedora, que fez 193 pontos. É, parece que não fomos as únicas vítimas do PC 15. Mas mesmo que o tivéssemos pego, não teríamos ficado em primeiro...

Terminada a etapa, fomos recarregar as baterias para a próxima etapa.

Quanto menos Coca Zero, melhor.

Distância: 2748 m
Tempo total: 1h 01min

Participantes: Alberto e Marcelo.

Resultado:
1 - Alfinetes Cinzas (193 pontos)
2 - Johnnie's Walkers (1172 pontos)
3 - Abandonados na Trilha (1307 pontos)
...


Com o resultado, ficamos em primeiro do Grupo C e confrontaríamos a segunda colocada do Grupo A, a equipe Guatambu.

Etapa 3 - Fase Confronto Direto

Ficamos trancafiados no Centro de Convenções até todas as equipes graduadas largarem. Enquanto isso, transcrevemos os passos do Alberto nas planilhas e observamos as equipes graduadas atravessarem o lago.


Largamos às 12h24, no mesmo sentido da etapa 2.



Passamos pela quadra de tênis e seguimos subindo até o Rancho do Cowboy.


Entramos à esquerda, na mesma trilha pela qual subimos o morro na etapa 2, mas foi só para assustar, porque logo saímos dela atrás do Rancho. Seguimos pela estrada e, em seu término, demos uma passada na pista de adestramento, onde estava o PC 04.


A seguir, seguimos até o canil e descemos para os estábulos, onde começou o virtual.


A estradinha de terra nos levou por uma saída de serviço do hotel. Passamos pela rua de terra e voltamos para o hotel pela portaria principal. Subimos até o restaurante principal do hotel, passamos por uma ponte de madeira e voltamos para a rua principal, para a esquerda, até a entrada da ponte de ferro, onde estava o PC 07, virtual. Daniela, responsável por fazer o cálculo da distância média medida por Alberto e Marcelo ficou espantada ao comparar as distâncias: Alberto: 564,4 m e Marcelo: 564 m. Puxa vida! Acabamos fazendo 11 pontos nesse PC e esse resultado serviu para ajustarmos os passos na etapa 4.



Pegamos um caminho que nos levou a uma trilha próxima a uma cerca, em que a referência era "mamão".

E você, também gosta de mamão?

A saída dessa trilha foi atrás de uma das piscinas do hotel, que tem o "escorregador maluco", que desce até um lago que precisava ser atravessado com auxílio de uma corda. Inicialmente, Daniela havia se oferecido para fazer a travessia, mas chegamos à conclusão que não daria pé, e de fato não dava. Marcelo foi por dentro do lago e o restante da equipe passou pela lateral. No meio do lago havia um PC de passagem.

video

Todos vivos, seguimos na prova.



Passamos pelo aviário e pela capela. A primeira referência do trecho 11 exigia seguir a 174°, que dava exatamente na direção da escada que estávamos. Descemos a escada, cruzamos a ponte de madeira e... ficamos meio perdidos. A foto a seguir foi tirada exatamente dessa primeira referência.


Achou o PC? Olhando agora eu consigo ver... Mas na hora só achamos o caminho certo e o PC 11 graças ao Renato, que nos lembrou que a referência exigia "seguir a 174°". Aí caiu a ficha. Pegamos o PC, agradecemos ao Renatão e seguimos em frente.

Entramos pela Trilha Ecológica, dessa vez no sentido inverso.



Ao sair da trilha, voltamos a passar na frente do Rancho do Cowboy e seguimos pelo mesmo caminho da etapa 2. Na última referência do trecho 13, medimos os 263° e vimos que deveríamos passar no mesmo pomar onde perdemos o PC 15 na etapa 2. Daniela anunciou que viu um PC no meio das árvores. Bingo!


Provavelmente erramos de novo nesse trecho, mas estávamos atrasados e demos um pique até a chegada.


Fomos bem na prova, ficamos em 1° no geral. Para comemorar, almoçamos no Restaurante Rancho do Cowboy, já que o cheiro lá estava bom em todas as vezes que passamos lá.

Distância: 2702 m
Tempo total: 53min

Participantes: Alberto, Daniela, Marcelo e Yumi.

Resultado:
1 - Johnnie's Walkers (193 pontos)
2 - Abandonados na Trilha (220 pontos)
3 - Vamos Sim! (250 pontos)
...

A vitória nos garantiu a vaga na Final-A!

Etapa 4 - Fase Final

Ficamos trancados mais uma vez no Centro de Convenções até largarem todas as equipes graduadas. Saímos faltando 4 minutos para a nossa largada, que foi às 15h46, e fomos a primeira equipe da categoria Trekkers a largar.


Largamos para o lado oposto das outras provas, mas só andamos 1 m e demos a volta no Centro de Convenções, saindo novamente na rua principal do hotel, para baixo.

Viramos para 160° e seguimos até o canil, passando antes pelas cocheiras.



Até aí, o trajeto não tinha muitas novidades, mas seguimos pela rua do canil, rumo a lugares que não havíamos passado nas outras provas.

Essa estrada terminou numa cerca de arame farpado que deu algum trabalho para ser cruzada. Entramos por um trecho de pasto e descemos acompanhando a cerca, até um lago.



Demos a volta no lago, cruzamos outra cerca (que também deu trabalho) e seguimos uma trilha de gado. Mais à frente, viramos à direita para cruzar um riacho.


96 m depois do riacho, medimos 306° na bússola, passamos numas ruínas e saímos numa estrada de terra. Não estávamos conseguindo tirar o atraso acumulado e decidimos correr nesse pequeno trecho até sair da estrada novamente.

Outra vez, foi difícil passar pela cerca e atrasamos mais um pouco. A próxima referência não estava muito clara e descemos uma trilha de grama meio traiçoeira até a cerca de arame farpado. Pegamos uma bifurcação errada e tivemos que voltar. Mais atraso. Demos uma corrida até o PC 05, mas mesmo assim passamos 59s atrasados. A coisa estava feia para o nosso lado.

Seguimos em frente, contornamos as pedras e descemos por uma trilha lisa aberta no capim, na direção da mata. Entramos por uma trilha e chegamos a um barranco que levava a um riacho, raso e muito gelado.


No PC 07, já dentro do rio, estávamos 52 s atrasados. Como na primeira parte do rio tinha muitas pedras, tivemos que passar com cuidado e atrasamos mais um pouco, mas o trecho a seguir era raso e firme, e conseguimos tirar todo o atraso andando rápido no rio, tanto que no PC 09 passamos 1 s adiantados!


O problema é que daí para a frente, tiramos o pé demais e o rio ficou um pouco mais difícil. Associado a isso, ficamos um pouco na dúvida de onde sair do rio e acabamos ficando atrasados de novo...

Quando saímos do rio, no PC 12, estávamos 1m 15s atrasados e perdidos! Precisamos novamente da ajuda do Renato para encontrar a trilha certa. Ficamos com medo de ter perdido algum PC nesse trecho.


Passamos por uma ponte e, de longe, vimos o PC 13. Já estávamos no tempo certo de novo e talvez adiantados. Lá na frente vimos o neutro que estava na próxima referência e fizemos uma conta: 1 minuto até o neutro... Então passamos nesse PC exatamente 1 minuto antes da próxima referência e erramos por 9 s (ficamos em 1° nesse PC)!

Como estávamos no tempo certo, tivemos direito aos 2 minutos de neutro.



A seguir, saímos do pasto pelo quebra-corpo e pegamos a estrada de terra que leva até a entrada do hotel.

Era um trecho longo de virtual e, apesar das velocidades relativamente baixas, o cansaço acumulado das 4 etapas já dominava. No PC 15, virtual, fizemos 7 pontos (a diferença entre as distâncias medidas por Marcelo e Alberto foi de 2 m).



Depois de 1 km na estrada de terra, voltamos para o hotel. No PC 18, virtual, erramos por 38 m. A subida, o cansaço e a velocidade mais baixa diminuíram nossos passos.

A última subida até a chegada foi sofrida.


Nosso desempenho nessa prova, justamente a que decidiu o Desafio, não foi dos piores, apesar dos erros que cometemos. Mas as demais equipes mandaram muito bem!

Distância: 3995 m
Tempo total: 1h 18min

Participantes: Alberto, Daniela, Marcelo e Yumi.

Resultado:
1 - Abandonados na Trilha (187 pontos)
2 - Alfinetes Cinzas (296 pontos)
3 - GPS (572 pontos)
4 - CSI na Trilha (582 pontos)
5 - Johnnie's Walkers (601 pontos)
6 - Vamos Sim! (803 pontos)

(fotos no Picasa)

A divulgação do resultado aconteceu na noite do sábado, no bailão que aconteceu no Restaurante Nascentes. Estávamos com preguiça de ir e preferimos ir até o centro de Socorro para jantar. Encontramos o Lübeck Bar, com excelentes opções de pratos a preços bem convidativos e o bom chope da casa. Lá estavam outras equipes que participaram do Desafio. De última hora, pagamos a conta e resolvemos conferir a premiação no Restaurante Nascentes.

Fomos até sorteados e ganhamos uma colônia da Natura!


O evento, como um todo, foi irretocável: muito bem organizado, com provas bem equilibradas e lugares incríveis. A equipe da Northbrasil mostrou um entrosamento incrível e o esforço para tudo funcionar direito é digno de nota. O Hotel Portal do Sol é um local com muitas opções para o trekking e com excelente infraestrutura. Certamente a Northbrasil irá fazer provas da Copa North nesse hotel.

Os dois poréns foram quanto ao despreparo do Restaurante Nascentes em não servir nenhum tipo de alimento antes da prova (ora, não pensaram que os participantes poderiam querer comer antes da prova noturna?) e quanto ao sistema de chaves do Desafio. Antes de explicar, quero deixar claro que aceitamos integralmente as regras do Desafio no momento em que fizemos a inscrição e que não é nossa intenção discuti-las, mas como equipe derrotada é nosso direito chorar as pitangas! Deixamos claro também que não queremos desmerecer a equipe vencedora que, aliás, teve um excelente desempenho na última etapa e merece todos os parabéns.

Na nossa opinião, esse formato de chaves e disputa entre equipes não é o mais adequado para uma competição de trekking, apesar do dinamismo que deveria gerar. No final das contas, somente a última etapa decidiu o Desafio (pelo menos na categoria Trekkers), de modo que equipes que foram mais regulares ao longo das 4 etapas não venceram a competição.

Como crítica construtiva, gostaríamos de sugerir que o próximo Desafio seja decidido em sistema de pontos corridos semelhante ao adotado na Copa North, atribuindo-se determinada pontuação para a colocação obtida pela equipe na etapa. Isso seria mais justo com as equipes que apresentaram melhor regularidade ao longo do Desafio e não geraria desmotivação nas equipes (notamos o esforço dos organizadores em manter todas as equipes competindo até a última etapa) e ainda aumentaria o interesse e o empenho das equipes em cada etapa.