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Hodômetro - quilometragem dos participantes

Participante
Distância percorrida
Alberto
639,4 km
Daniela
810,0 km
Jorge
784,4 km
Marcelo
858,2 km
Paulo
211,2 km
Yumi
145,6 km
(considerando somente os eventos listados neste blog)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Apresentação de artigo no Cobenge

Hoje o Prof. Octavio Mattasoglio realizou a apresentação do artigo "Aplicação de Trekking de Regularidade aos Alunos Ingressantes na Escola de Engenharia Mauá para Apresentação do Campus", submetido ao XXXVIII Congresso Brasileiro de Ensino de Engenharia (COBENGE2010). O Prof. Octavio relatou que havia entre 50 e 60 pessoas na plateia e que houve boa receptividade.

O artigo descreve a atividade "Trekking de Regularidade" aplicada durante o "Projeto Primeira Semana" aos alunos da primeira série desde 2009. Esse trabalho ainda apresenta alguns (poucos) resultados e deverá ser complementado por um segundo artigo com a análise de desempenho dos calouros integrantes das equipes vencedoras ao longo da primeira série.

(Artigo completo - em breve)

Autores: Daniela, Jorge, Marcelo e Roberto.

Apresentador: Octavio.


domingo, 12 de setembro de 2010

Fun Trekking 2010 - Pesqueiro Vale Encantado

Esta etapa começou, como de costume, na sexta-feira, quando foram divulgados o mapa e a tabela de rotas. Gastamos algumas horas para entender a prova, e logo percebemos que seria uma prova com muito esforço físico e que venceria a equipe melhor preparada fisicamente, pois haviam PCs localizados nas benditas "colinas" de Cabreúva e trechos de grandes deslocamentos.

Nossa análise revelou que não seria possível passar em todos os PCs especiais em tempo hábil (5 no máximo), sem realizar rotas inválidas. Isso já deu um certo desânimo, porque nossa linha de estratégia não poderia ser empregada...

Para complicar um pouco mais, a posição dos PCs especiais só seriam informadas no check-in, tínhamos apenas a informação da distância aproximada desses PCs em relação à largada.

Decidimos por uma estratégia que passasse em 5 dos 7 PCs especiais (com a possibilidade de um sexto PC, oculto, usando uma rota inválida). Isso sem contar que, para acessar os 2 PCs ocultos seria necessário passar duas vezes pelo PC 9, um dos mais altos da prova.

Saímos de Santo André às 8h, já que dessa vez (e pela primeira vez nesses quase 3 anos da equipe) somente participariam da prova Daniela e Marcelo, já que os representantes da colônia nipônica tinham compromissos. Pensamos em não participar, mas resolvemos ir lá dar um passeio e representar a equipe!

Recebemos as informações da posição dos PCs especiais (dois estavam na cidade e mais dois na Pousada Colinas de Cabreúva - já bateu aquele trauma!), dos PCs ocultos e das rotas extras (que até hoje não nos ajudaram em nada...). Fizemos a triangulação dos ocultos, reforçamos o café da manhã e partimos para a largada. Largamos às 10h18.


Nosso primeiro PC foi o 15, na outra margem do lago. A seguir, fomos para a cidade, em busca do PC 3. O trajeto era longo e fizemos em velocidade baixa (tanto que fomos ultrapassados por 3 ou 4 equipes).


A prova do PC 3 era supostamente fácil (mas para duas pessoas que não são bons em desenhar, tornou-se complicada): um dos integrantes da equipe recebia uma expressão popular e tinha que fazer um desenho para outro integrante adivinhar (isso vezes 3 em 5 minutos). Não conseguimos fazer nenhuma e com isso não se abriu a rota para o PC 4. Fizemos a rota 3-4 mesmo sendo inválida (o que não foi de todo ruim, pois assim ganhamos 5 minutos).

No PC 4, a prova foi a revanche da prova de conhecimento mútuo da etapa do Magic City: dessa vez tiramos de letra! A Daniela acertou as 3 perguntas necessárias para a conclusão da prova em menos de um minuto! Como era contra o relógio, foi bom para a gente! (mas depois esse PC se tornou um PC de passagem, porque o membro do staff fez alguma coisa errada, e nossa vantagem foi por água abaixo)

Saímos contentes do PC 4 e fomos em direção ao 1, na pousada Colinas de Cabreúva, distante 1,7 km (de subida) da cidade. Fomos com calma e chegamos 5 minutos adiantados. A prova, chamada de bombardeio de bambucha, consistia em arremessar uma bexiga cheia com água para o outro elemento da equipe defender, sem deixar estourar, em duas tentativas. Acertamos em uma!


Como tínhamos tempo sobrando, resolvemos investigar a posição do PC 2, que também estava na área pertencente à pousada: caso o encontrássemos, faríamos rota inválida para ele e depois outra rota inválida para continuar a estratégia original. Não encontramos o PC e tivemos que voltar rápido para o pesqueiro.

A próxima parte da prova tinha tudo para ser traumatizante. E foi. Subimos o morro para encontrar o PC 11. Na subida, encontramos o 18, o 16 e o 14. Nesse, estavam duas moças aparentemente abandonadas por sua equipe.

Durante a subida, o altímetro foi um aliado para localizar os PCs. O altímetro foi calibrado no PC 18, o primeiro na subida.  

A subida não foi fácil mas, diferente da etapa do Colinas de Cabreúva, conseguimos chegar até o fim. Chegamos no PC 11 cinco minutos antes do calculado, tempo suficiente para recobrar o fôlego e beber água: a subida ainda não chegara ao fim...


Como no site do Circuito Paulista havia sido publicado um tracklog com a posição das trilhas no meio da mata fechada (para quem não conhece o lugar, é uma aventura procurar por trilhas em um mapa em que as trilhas não são visíveis!), procurávamos por uma bifurcação na trilha. Deveríamos ficar à direita para chegar ao PC 9. A trilha à esquerda tinha corda para ajudar no trajeto. Seguimos pela direita e encontramos outra corda, mas não o PC 9. Continuamos subindo por uma trilha escorregadia devido ao capim alto deitado na trilha e chegamos ao PC... 8! Eita... volta, passamos. Procura, procura e nada. Desce a corda de novo. Volta até a bifurcação, nada. Moral da história: gastamos 15 preciosos minutos procurando e não encontramos o 9. Adivinha onde ele estava? 


Com tanto tempo perdido, descemos o morro atropelando, meio bravos por não termos encontrado o PC 9. Resolvemos não ir para o PC 19 já que, rota inválida por rota inválida, era melhor ir direto procurar o PC 5. No caminho para o 5, paramos para comprar água (mas não sem antes desviar dos frequentadores do pesqueiro, ou do alambique...), porque nessa altura do campeonato já tínhamos bebido 2 squeezes com água e mais um de Gatorade... Compramos 3 garrafinhas que evaporaram quase instantaneamente.

Sabíamos que o 5 estaria no cupim, na trilha do gado. Qual cupim? Fomos direto para o maior deles e procura, procura e nada. Quando estávamos a ponto de desistir, achamos o PC no chão, preso ao que parecia ser um limpador de pára-brisa de carro...



A seguir, fomos para o PC 24, mas não sem antes ter que socorrer o Marcelo, que sentiu cãibra e precisou ser ajudado pelo staff. O próximo da rota era o 21. Entramos na trilha pelo 15, passamos pelo 17, pelo 19 e nada do 21. Saímos da trilha antes da hora e tivemos que voltar...


Só fomos encontrar o 21 com 2 minutos de atraso! Seguindo pela trilha, fomos até o 23. Nosso próximo PC na rota era o 7, oculto. Nessa hora deu branco e esquecemos que podíamos atravessar o pasto e fizemos o caminho mais longo (ou não quisemos acreditar no tamanho da subida). O caminho que escolhemos, pelo PC 30, era uma bela duma subida também... Quase desistimos... Duas vezes...

Vimos o PC 7 lááá no alto. O sol refletido nele fazia parecer que o PC estava piscando para nós. Ou então eu estava tendo alucinações, sei lá. Sei que no meio dessa subida, o Marcelo desistiu e a Daniela subiu o restante sozinha! Vencida a subida, bipamos o PC com um atraso que nem importava mais...


Descemos pelo pasto (pelo caminho que deveríamos ter feito para subir) em direção ao PC 22, já no limite das forças e determinados a encerrar a prova. No caminho para a chegada, ainda bipamos o PC 20. Ufa...

Esta foi uma prova diferente, com menos "Fun" e mais "Trekking". Muitas regras, muitas novidades, estratégia difícil de ser montada, relevo desfavorável (para equipes que, como a nossa, não possuem preparo físico como ponto forte, muito pelo contrário...) e um lugar pouco convidativo (apesar de ter belas trilhas em mata) tornaram a prova extremamente cansativa.

Quanto ao reduzido número de participantes na equipe, até que não influenciou no resultado da prova. O que interferiu no desempenho foi a topografia do local (que privilegia equipes mais bem preparadas fisicamente) e o desconhecimento do local. Dificultou também a marcação dos PCs com a fita em volta de troncos, cercas etc. Quando as fitinhas balançavam ao vento, e em amarelo-limão e laranja, eu tinha mais facilidade em vê-las.

Da nossa estratégia inicial, deixamos de passar em 4 PCs, sendo que um era o 6, oculto (estava muito longe, se a gente fosse para lá, íamos ter que voltar de ambulância). Não dava para fazer melhor que isso... Afinal, as provas do Fun Trekking tem dado de 5 a 7 km. Nessa, quando o GPS estava marcando 10 km, resolvemos parar.

Visualizar Fun Trekking - Pesqueiro Vale Encantado em um mapa maior


Distância: 11,3 km (GPS)
Tempo total: 3h 44min

Participantes: Daniela e Marcelo.

Resultado:
1 - Bora Bora (47864 pontos) (segunda etapa dessa equipe - parabéns!)
2 - Os Groselhas (46902 pontos)
3 - BigBlue (42477 pontos)
...
10 - Johnnie's Walkers (24409 pontos)

Prato do dia: devido ao avançado estado de putrefação dos sobreviventes participantes, ficamos mesmo com Frangolino e Lanche do Patrão do Frango Assado da Rod. dos Bandeirantes.


Menção honrosa aos dois troféus, relativos ao terceiro lugar na etapa do Magic City e ao primeiro lugar da etapa do Ski Mountain Park.

domingo, 29 de agosto de 2010

Northbrasil 2010 - Parque D'Anape - Jarinu

Essa foi a primeira vez que repetimos uma prova da NorthBrasil. Já havíamos participado da prova no Parque D'Anape em 2009, sem o Alberto. Naquela oportunidade, a chuva não perdoou.

Dessa vez, quem não deram trégua foram o sol, que estava de rachar, e o tempo seco, que fez a prova ficar sofrida.

Saímos de SP às 8h30 e chegamos ao Parque D'Anape às 9h45, com tempo de sobra para fazer check-in, reforçar o café da manhã, conferir o equipamento, transcrever os passos e combinar a estratégia.

Nessa prova, deixamos o Jorge recalibrar os passos, já que estávamos sentindo que 60 cm para os passos dele não estava funcionando. Assim, mesmo tendo os passos calculados, ele ficou responsável somente por anotar os passos de cada trecho (e tirar fotos, claro).

Largamos às 11h18 (mais tarde que o normal, porque deu "pobrema" no banco e demoramos para confirmar a inscrição).


Na primeira parte da prova, demos uma volta na pousada, subimos o morro (que tirou nosso fôlego em 2009) e cruzamos a mata.


A seguir, beiramos a mata até chegar na trilha que leva ao "labirinto" de trilhas. Foi aí que dançamos em 2009 e foi aí que dançamos em 2010 e provavelmente será aí que dançaremos em 2011. Pegamos uma trilha errada e entramos numa trilha cheia de espinhos. Além de nosso orgulho, nós também saímos arranhados... Só conseguimos voltar para a prova graças à ajuda do staff da NorthBrasil, mesmo assim com 5 minutos de atraso...

Por sorte, a equipe Thrix, que ia à nossa frente, foi solidária e nos deu passagem. Rasgamos aquela mata e descemos na direção da pousada novamente, já com 3 minutos de atraso. A seguir, descemos para as cocheiras e fomos em direção ao charco: lama e água até a cintura! O staff avisou para tirar os equipamentos eletrônicos dos bolsos porque ia molhar! Atravessamos rapidinho e conseguimos tirar mais dois minutos!

Como a continuação desse trecho era em velocidade baixa, conseguimos descontar todo o atraso (agora só braços e pernas continuavam arranhados). Em seguida, veio um trecho longo de virtual, com um neutro bem no meio! E aí, a primeira pegadinha dificuldade técnica da prova: o neutro estava entre dois PCs, sendo que o segundo estava escondido na beira do caminho: quem não estivesse prestando atenção, iria fazer o neutro no lugar errado. E aí já viu!

Seguimos ainda no virtual e passamos pelas cocheiras. Outro neutro no meio do caminho, logo antes de um PC. Passamos de novo perto da pousada e entramos no pesqueiro.

Demos a volta por dentro do pesqueiro, desviando do povo que tentava arremessar a isca para dentro do lago. Nesse pedaço, veio a segunda dificuldade técnica da prova: um trecho a 35 m/min e outro na sequência a 105 m/min. Optamos por manter a velocidade atual, porque esse trecho fazia parte de um virtual. E mesmo porque não somos tão bons assim no controle de velocidade...


Terminamos a volta pelo pesqueiro 30 segundos adiantados. Na saída do pesqueiro, tinha um PC, bem num neutro. Ficamos na dúvida se tínhamos que passar no PC antes ou depois do neutro. Bem, enfim, foi meio no chute mas fizemos 1 ponto nesse PC.

A próxima parte não era muito animadora. Em 2009, descemos o morro pela rua próxima ao Objetivo, então já sabíamos o que esperar. Mas como a velocidade era baixa e como viramos à esquerda no meio da subida, não foi tão traumático...

Neutro. Ufa! Finalmente um gatorade gelado e umas bananinhas para tapear a fome, porque já era uma da tarde... do neutro dava para ver as equipes no morro à frente, fazendo o rally de bússola... Tinha gente indo para tudo quanto é lado!


Na saída do neutro, veio uma subida a 35 m/min, mas para variar fizemos mais rápido e passamos adiantados nos dois PCs. A Daniela vinha atrás, e foi a única que subiu na velocidade certa. Sobe o morro, desce o morro. Na entrada do rally, a primeira dúvida - a bússola apontava diretamente para um PC: passa ou não? Passa. Deu certo (muitos laços depois, passamos de novo nesse PC. Aí bateu a dúvida mas já era tarde)... Anda, anda, anda, roda, roda, roda... E passa nos mesmos lugares váááárias vezes. E tanto lugar bonito para se ver.


Na saída do rally veio uma subidinha daquelas que você vê a árvore lááá em cima e pensa: "Não, não temos que ir até lá, né? ALGUÉM ME DIZ QUE NÃO TEMOS QUE SUBIR LÁ"! Subimos, mas dessa vez fomos espertos e acompanhamos a velocidade da Daniela.

Depois disso, foi só ladeira abaixo na direção da sede do Parque. Atrasamos para passar na chegada, já que estávamos sempre adiantados...

 
Antes de ir para casa, um banho rápido em um dos chalés, com relação custo/benefício igual a zero!
 
Essa prova foi bem técnica, mais que o normal para a NorthBrasil. Gostamos! O esforço físico foi adequado, mas o tempo quente e seco fez parecer que o esforço foi muito maior. Não teve muita água, pena... Não teve muita lama, mas também com um tempo desses...

Apesar da nossa colocação, o resultado não foi tão ruim, já que ficamos em terceiro no Bota de Ouro (que mostra a performance nos PCs virtuais) e conseguimos navegar melhor no rally de bússola. No início do ano, estávamos apanhando nos virtuais e agora acertamos. No rally de bússola, ainda falta um pouco, mas as bússolas novas ajudaram muito (exceto a da Decathlon, que travou...).


Distância: 8639 m
Tempo total: 2h 53min

Participantes: Alberto, Daniela, Jorge e Marcelo.

Resultado:
1 - Popatapataio (971 pontos)
2 - Força Tarepa (1519 pontos)
3 - Mais Aventura (1542 pontos)
...
35 - Johnnie's Walkers (3862 pontos)

Prato do dia: Chesseburgeres e beirutes do Frevo.


Menção honrosa para o nosso terceiro lugar no Bota de Ouro. Devemos pular para primeiro no ranking do Bota de Ouro da segunda etapa...

domingo, 15 de agosto de 2010

Fun Trekking 2010 - Ski Mountain Park

Frio.

Nesse dia que não teve temperatura média (só mínima), saímos de SP às 7h45, com temperatura de 9°C. Só de pensar no vento que estaria a 1030 m no Ski Moutain Park, já dava desânimo...

Chegamos lá umas 8h35 ansiosos por um bom choconhaque chocolate quente, mas todas as lanchonetes do parque ainda estavam fechadas e só abririam às 10h. Brrrrrrr....


Levamos várias estratégias traçadas no sábado, com ajuda do Johnnie's Walkers honorário, Roberto (da próxima vez você vai participar com a gente - acha bonito ficar no quentinho enquanto a gente passa frio?). A estratégia principal privilegiava os PCs especiais, mas buscava primeiro os PCs 1 e 2, já que o 3 estava estava na rota de chegada e os 4 e 5 eram ocultos. Entretanto, como as informações para determinar a posição deles seriam disponibilizadas na largada, mudamos a estratégia de última hora, por uma que tinha mais PCs ao longo da rota.

Fizemos os cálculos rapidinho e fizemos a triangulação para encontrar os PCs ocultos enquanto as lanchonetes não abriam. Quando elas abriram, pedimos chocolate quente com nutella (sabe como é, energia para a prova!) e quase atrasamos a largada porque a máquina de chocolate quente ainda não estava quente...

Largamos às 10h18 e fomos para o PC 26. Daí, descemos pela pista de motocross em busca do PC 5. Disfarçamos para despistar uma equipe. Deu certo (acho)!


Do PC 5, subimos a pista de motocross (ufa!) para o PC 17. Aí, descemos a pista de novo (esse treco tava ficando chato) para o 12. Depois sobe de novo... AAAAAAAAHHHHH!!! Só depois descobrimos que tinha uma rota mais curta. "Quando a cabeça não pensa..."

Em seguida, fomos para o PC 1, onde a prova consistia em atirar duas vezes em uma garrafa com uma arma de paintball ou uma vez em algum colega da equipe, em 5 tentativas. Resultado:


Descemos em direção do PC 2, passando pelos 23 e 11. No PC 2, era necessário colocar certa quantidade de feijões (medidos em gramas) em uma garrafa, com 3 tentativas. Usamos todos os nossos conhecimentos de engenharia (regra de 3) e acertamos na mosca em 2 medições. Eh, beleza!

Na próxima parte da prova, cruzamos novamente o parque para acessar os PCs 30, 29 e 32 (esse foi difícil) no bosque e o PC 28 (tivemos que desviar dos bodes que estavam "fazendo a festa"). Pegamos o PC 25 e fomos para a pior parte da prova: os PCs 6, 9, 7 e 8 (na estratégia inicial, havíamos descartados esses PCs porque não conhecemos bem esse lado do parque - vide a prova noturna da NorthBrasil).


Descemos em direção ao PC 13, e encontramos os PCs 20 e 22, que não estavam na nossa rota. Ao acharmos o 10, bateu a dúvida: pra que lado? Fomos para o lado mais fácil, com a intenção de encontrar a estrada, mesmo se perdêssemos algum PC. Deu certo de novo, achamos a estrada e o PC 6. Mas, ao procurar pelo 9, achamos o 7. Epa! Volta, passamos. Entramos por uma trilha e, depois de uma árvore caída, estava o 9 (por um momento, pensamos que poderia estar na própria árvore caída).


Na sequência, fomos em direção ao PC 4, passando pelo 8. Para não dar bandeira e denunciar a posição do PC para outras equipes, ficamos todos escondidos enquanto o Alberto entrou no buraco para bipar o PC. Até aqui, tinham sido 4 de 5 PCs especiais cumpridos: pelo menos 24000 pontos garantidos!

Do 4, pela nossa estratégia, deveríamos ir ao 18, depois 3 e finalmente para o zero. Mas, como atrasamos em 3 PCs (totalizando 11 minutos), não seria possível fazer a rota de chegada, pois tínhamos apenas 3 minutos de tolerância. Optamos por fazer uma rota inválida do 4 direto para o 3, cortando caminho pelo PC 15 em direção ao tobogã. Com isso economizaríamos meia hora!


No PC 3, todos ficamos felizes quando vimos que a prova consistia em montar um quebra-cabeças! Tranquilo, o tempo máximo para montar era de 12 minutos, montamos com calma em 6... Nos demos de presente uma volta de teleférico e voltamos para a chegada curtindo a paisagem!


Como estávamos adiantados, o Jorge e o Alberto resolveram tomar um sorvete (para congelar o cérebro, acho...) e Marcelo e Daniela comeram churros e crepe.

Foto surrupiada na mão grande do site do Fun Trekking

Essa foi mais uma prova muito divertida, apesar do frio que a gente passou. Esperávamos dificuldade física muito grande, principalmente por conhecer o relevo do local, mas até que não foi nada absurdo. Demos um pouco de sorte na escolha da estratégia, porque nos trechos mais difíceis estávamos sempre a favor da gravidade!

Foi difícil traçar a estratégia, porque os graus de entrada e saída dos PCs eram altos, diferente de outras provas de Fun Trekking, daí a necessidade de passar a noite de sexta para sábado calculando!


Mapa da Rota e Gráficos de performance/altimetria
Distância: 7,8 km (GPS/estimado)
Tempo total: 3h 57min

Participantes: Alberto, Daniela, Jorge e Marcelo. 

Resultado oficial:
1 - Johnnie's Walkers (38924 pontos)
2 - Big Blue (38798 pontos)
3 - Filhos do Pula (34734 pontos)

Prato do dia: Hamburgueres do Zé do Hamburger (bom, viu? Valeu a pena...).

  

domingo, 25 de julho de 2010

Northbrasil 2010 - Camping Casarão - Itu

Mais uma bela prova da NorthBrasil, com direito a trechos de mata, riachos, pasto e até atoleiros com lama até o joelho, em um belo dia de sol e em um lugar incrível para a prática do trekking: o Camping Casarão, em Itu.

Como já conhecíamos o Casarão de uma prova do Fun Trekking, dessa vez resolvemos reservar um chalé com churrasqueira, assim poderíamos queimar uma carninha e tomar umas cervejas. Infelizmente, o Jorge não  pôde nos acompanhar nessa, por problemas de saúde na família. Jorge, foi uma pena, mas não faltarão outras oportunidades para você pilotar a churrasqueira, conforme você prometeu!

Saímos de SP no sábado por volta das 11h30, sem os "pertences" para o churrasco, já que havíamos combinado de comprar tudo em Itu. Fizemos check-in no Casarão lá pelas 13h e deixamos as bagagens no chalé.

(Cabe aqui um parênteses: a negociação com o Casarão foi um pouco difícil porque, por ser época de férias escolares, a reserva só poderia ser feita para duas diárias. Como não poderíamos ir na sexta-feira à noite, propusemos pagar uma diária e meia e entrar no sábado ao meio-dia. Aí o chalé que queríamos não estava disponível, então reservamos o chalé 103 com o compromisso do Casarão de nos hospedar no 156, 129 ou 120, caso houvesse desistência. Ao chegarmos lá, o chalé 129 - nossa segunda opção - estava à nossa disposição! Excelente!)

Como a Daniela já havia feito uma pesquisa para escolher o melhor lugar para comprar as carnes, fomos direto para a loja dos Espetinhos Miau Mimi, de onde saímos com uns 5 kg de carne, frango, medalhões, coraçãozinho de frango e pão de alho (para três pessoas, já que o Jorge não estaria presente...). Só percebemos o tamanho do enrosco quando a moça nos entregou a "sacolinha" de carne! Quando saímos do Mimi, vimos que o vizinho era um empório com fachada da cervejaria Devassa. Alberto e Daniela entraram, e o resultado foi a foto a seguir:


Próxima escala, Carrefour, para comprar (mais) cervejas e vegetais "churrascáveis".

Acendemos a churrasqueira lá pelas 15h, mortos de fome. A churrasqueira apagou (sozinha, ninguém tinha condição de ir lá apagar) umas 22h30, quando estávamos quase estourando de comer... (só para registrar, não me convidem para churrasco por um mês, ok?)

No domingo, depois de uma noite bem mal dormida (devido à esbórnia do sábado, somado com os colchões um tanto desconfortáveis), largamos às 10h32.


A primeira parte da prova aconteceu nas ruas do próprio Casarão, entre os chalés. Bem tranquila, deu para esquentar.

A seguir, veio o trajeto conhecido como "rota do cocô", que leva até a entrada da gruta.


Seguimos em direção do "futebol de lama" (tinha um PC bem no meio do "campo") e entramos no riacho atravessando um atoleiro com lama até o meio da canela. Daí veio um "laço" que voltava para o riacho e então entramos na mata fechada que não conhecíamos. Essa trilha nos levou a oeste dos lagos do camping. Depois de outro grande laço, entramos pela trilha que leva ao "riacho escondido", onde ficamos perdidos na prova do Fun Trekking. Dessa vez, deu tudo certo, e estávamos indo surpreendentemente bem na prova. Essa trilha vai até uma pontezinha, mas a cruzamos por baixo, pelo rio. Ao voltar à trilha, chegamos ao neutro, e estávamos menos de um minuto atrasados!

  

Logo na saída do neutro, veio a pedra na nossa bota (no sentido figurado, claro, porque elas já estavam bem cheias de pedras!), o maledeto rally de bússola. Resolvemos sair mais cedo do neutro para fazer essa parte da prova com bastante calma... Tínhamos definido usar mais de uma bússola ao mesmo tempo, o que só piorou a situação. Partimos para a terceira bússola, para desempatar. Piorou ainda mais, porque cada uma apontava para um lado. Arre! Estávamos quase desistindo quando resolvemos pedir auxílio ao staff da NorthBrasil que nos deu uma mão e com isso elegemos uma bússola como a "menos errada". Claro que não podia dar certo, acabamos perdendo um PC e errando a ordem dos outros dois...

A sequência da prova trouxe os visuais mais bonitos da prova e mais dois PCs virtuais.


Zeramos três PCs na sequência (sendo um virtual), cruzamos a estrada do Casarão (onde tinha um  deslocamento de três minutos) e fomos para o meio do pasto. A descida do pasto nos conduziu às proximidades do camping e fomos margeando a cerca, pelo lado de fora. Caímos em um córrego onde o staff nos alertou da presença de abelhas, mas até que estava tranquilo. O que não foi tranquilo foi sair do córrego, porque ficamos de lama até o joelho, literalmente...

A trilha que saía do córrego levou até a gruta, olha só... Atravessamos por dentro da gruta e seguimos por uma trilha nova para a gente até a sede do camping para o final da prova, onde chegamos seis segundos adiantados!

Voltamos para o chalé e, bem, precisávamos almoçar... Como tinha carne sobrando, acendemos a churrasqueira de novo e acabamos com a carne e com a cerveja que sobrou de sábado. Desperdiçar comida é pecado!

Sobre a prova, posso dizer que a NorthBrasil conseguiu duas na sequência: foram duas provas excelentes, Hotel Villa Vitta e Camping Casarão. Duas provas com belas paisagens, com velocidades que permitiram apreciar essas paisagens, com dificuldade técnica e física bem balanceadas. Trechos de rios e mata fechada sempre são bem-vindos (em dias de sol, é claro). E ainda teve lama na medida certa!

Dessa vez, acertamos os PCs virtuais, fizemos 22 pontos na soma dos quatro PCs ao longo da prova! Mas precisamos urgentemente melhorar nosso rally de bússola, que foi o que (de novo) nos derrubou. Se não fosse aquele bendito PC 21, teríamos ficado entre os 10 primeiros. Alguém tem alguma dica?

Por fim, temos que agradecer ao pessoal do Camping Casarão que nos abriu exceção para uma diária e meia, colocou-nos num chalé melhor que o combinado e ainda não cobrou pela estadia do Jorge que não pôde ir!

(fotos no Picasa)

Distância: 8880 m
Tempo total: 2h 56min
Participantes: Alberto, Daniela e Marcelo.

Resultado:
1 - Nostravamos (464 pontos)
2 - Highway To Hell (894 pontos)
3 - Pé de Vento (1307 pontos)
...
17 - Johnnie's Walkers (2180 pontos)

Prato do dia: Soburô do churrasco de sábado.


Menções honrosas  ao Alberto, que pilotou muito bem a churrasqueira e à Eisenbahn Lust, descoberta pela Daniela no empório.

domingo, 27 de junho de 2010

Northbrasil 2010 - Hotel Villa Vitta - São Pedro

A cidade de São Pedro fica a quase 3h de SP, o que foi o fator determinante para que decidirmos pernoitar lá. Saímos de SP no sábado em torno das 12h30, com destino a Piracicaba, já que estava em nossa rota o Restaurante do Mirante, à beira do Rio Piracicaba, onde se pode apreciar o delicioso pintado na brasa e a costela de tambaqui (infelizmente, não é temporada de tambaqui, o que nos obriga a voltarmos lá).


Depois de almoçarmos, passamos na cidade de São Pedro para comprarmos os itens faltantes (material de limpeza para a prova social - compramos detergentes, mas a moça do check-in reclamou, dizendo que no site estava escrito para não trazer detergente... bem, não vimos isso no site - água e chocolates).

Fizemos check-in no Hotel Villa Vitta (mesmo local da prova) às 17h e deu tempo de assistir a prorrogação do jogo entre EUA e Gana. Demos uma volta pelo hotel para conhecer e fomos procurar alguma coisa (aberta) para comer na cidade.


E qual não foi nossa surpresa ao encontrarmos uma quermesse? Daquelas bem típicas de interior, na praça da igreja da matriz, com um monte de comida e doces de tudo quanto é tipo! Ê maravilha!

No domingo, fizemos o check-in na prova antes do café para pegar menos filas (aprendemos a lição do Maeda) e fomos transcrever as informações da planilha no quarto (deu para ver o Webber decolar depois de bater na traseira do Kovalainen).

Largamos às 10h12. O começo da prova foi bem tranquilo, com muito sol mas sem muito calor. Logo no começo, veio um trecho de bússola e, para variar, fomos mal. Tá difícil acertar essa parte da prova!


A seguir, entramos mato adentro nas imediações da sede do hotel. A prova foi realizada inteiramente nas terras do próprio hotel, que tem vários caminhos off-road para níveis diferentes de aventura!

No meio da prova, algumas subidas foram de tirar o fôlego, mas o visual compensou. Trechos de mata fechada e florestas de eucalipto reduziram o calor e deixaram a prova ainda mais agradável.


Para nossa equipe, essa prova foi bem diferente dos padrões da NorthBrasil, com muitas trilhas fechadas e riachos. A navegação foi difícil e o esforço físico foi na medida. Até hoje, foi a etapa mais divertida.

Ainda estamos apanhando da navegação por bússola, mas definimos uma estratégia nova para a próxima prova. Nas duas últimas provas, melhoramos bastante nos PCs virtuais. Precisamos melhorar mais um pouquinho.

(fotos no Picasa)

Distância: 9139 m
Tempo total: 3h 05min
Participantes: Alberto, Daniela, Jorge e Marcelo.

Resultado:
1 - Kailash - Mapa da Trilha (1710 pontos)
2 - Mais Aventura (1725 pontos)
3 - Po Cade o Japa? (1824 pontos)
...
40 - Johnnie's Walkers (6863 pontos)

Prato do dia: Nachos Nuevos e sanduíches do Applebee's

sábado, 29 de maio de 2010

Northbrasil 2010 - Acampamento Aldeia - NOTURNA

Por muito tempo, esperamos a prova noturna da north Brasil. A equipe toda estava ansiosa por essa prova, mesmo sabendo o que nos esperava. Fomos para a prova com espírito de "Fun Trekking", sem intenção de competir.

Como a hospedagem em São Roque é muito cara e como a cidade fica só a 60 km de SP, decidimos por não nos hospedarmos por lá. Com isso, saímos de SP às 17h, porque assim teríamos tempo de comer antes da prova, fazer o check-in com calma e transcrever os dados na planilha. Dessa vez, o Marcelo pediu para inverter o esquema, e saímos de Santo André.

Chegamos em São Roque em torno das 18h15 e fomos direto fazer o check-in. Ainda estava tranquilo, porque as equipes trekkers ainda não tinham chegado. Como estávamos com tempo, decidimos jantar na Padaria Cidade que a Daniela encontrou na internet e que era 24 horas. O site da padaria é bem bacana, com fotos bem legais da comida. Infelizmente, o site é melhor que a padaria, e logo entendemos o porquê dessa padaria ser 24 horas: é bem em frente à rodoviária... o que também explica o aspecto geral da casa. A comida, entretanto, é honesta e o preço bem justo: gastamos no total o que costumamos gastar por pessoa...

De barriga cheia, subimos o morro de novo para nos prepararmos para a largada. O clima estava excelente, céu aberto e uma bela lua cheia. Largamos às 20h42.


Foi aí que a coisa começou a ficar feia... Parecia que estávamos fazendo nossa primeira prova, porque a equipe inteira começou a fazer bobagem... Nem o procedimento de largada conseguimos fazer direito, e só um (dos três) cronômetros disparou no tempo certo. Daí, tivemos que improvisar e os outros dois cronômetros ficaram um minuto atrasado (mas não fez diferença, porque ficamos muito mais atrasados que isso ao longo da prova).

Na sequência da prova, sentimos o drama da navegação noturna: se à noite, todos os gatos são pardos, em provas noturnas, todas as trilhas são iguais (ainda mais quando são pouco nítidas). E erramos a trilha. Tome tempo na cabeça.

Depois de uma subida puxada, veio um retão com PC virtual. Nesse PC, a primeira dificuldade foi fazer a calculadora (solar) funcionar. A segunda, entrar em acordo com a distância. E no final das contas, foi nosso melhor resultado em PCs virtuais: 10 e 18 pontos.

No próximo trecho, a coisa ficou pior ainda. Por alguma razão (ainda desconhecida), entramos errado em algum lugar e fomos parar em uma subida que não estava na planilha (pior que as referências e as distâncias batiam, mas não nos achávamos - claro, estávamos totalmente errados). Quando pensamos em voltar, vimos outras equipes vindo para a mesma subida. Voltamos mais uma vez e vimos mais equipes indo para o mesmo lado. Fomos atrás e subimos de novo. Descemos pela terceira vez e resolvemos fazer o básico: voltar para a última referência correta. Mas quem disse que encontrávamos o caminho certo? Ficamos indo e voltando até encontrar com uma equipe que parecia saber o que estava fazendo. Fomos na bota deles e conseguimos nos achar. Ufa! Mas perdemos mais de meia hora nessa brincadeira.


A subida que veio a seguir foi de tirar o fôlego. Estávamos a quase uma hora do neutro e as forças estavam no fim. O mais engraçado é que acabamos saindo na pista de motocross do Ski Moutain Park, mas a prova em si já não estava mais tão engraçada.

Próximo ao neutro, a paciência já estava no fim. O trecho de bússola, cheio de pegadinhas e laços, como de costume, exauriu o resto da paciência. Demos um salto e fomos direto para o neutro, com uma hora de atraso. Pelas nossas contas, se continuássemos na prova, estaríamos na chegada perto da uma da manhã. A solução lógica foi desistir da prova e ir direto para a chegada, por um caminho indicado por um funcionário do Ski Mountain Park.

O sr. Adamazildo, que estava no neutro (sempre muito atencioso, separando melancia sem caroços para Daniela), disse para não irmos a pé e chamou o resgate para a gente e para a equipe Verdigris, que também desistiu no neutro. Daí, fomos dar uma voltinha na caçamba da Courier até a chegada!

O que ficou da prova foi o gosto amargo de ter desistido. Mesmo participando dessas provas por diversão, desistir é sempre pior que ficar em último lugar. Dessa vez, não foi divertido. A dificuldade da prova, tanto técnica quanto fisicamente falando, nos pegou de surpresa. Essa prova já seria difícil o bastante se ela fosse diurna (aliás, parece que ela foi elaborada para ser diurna: foi difícil ver os avestruzes). Ainda não temos base suficiente para afirmar (essa foi nossa primeira), mas essa parece ser uma característica das provas noturnas da Northbrasil.

(fotos no Picasa) Tem poucas fotos porque estava muito escuro!

Distância: 4971 m (percorridos - total: 8399 m)
Tempo ideal: 1h 45min (até o neutro - total: 2h 53min)

Participantes: Alberto, Daniela, Jorge e Marcelo.

Resultado:

1 - Mapa da Trilha (1417 pontos)
2 - Ursinhos Carinhosos (1777 pontos)
3 - Band of Roys (2042 pontos)
...
59 - Johnnie's Walkers (DNF)

Prato do dia: Lanches e salgados da Padaria Cidade, em São Roque.

Menção honrosa à calculadora solar que o Marcelo levou para a prova noturna. Ainda bem que ele é português.

domingo, 16 de maio de 2010

Fun Trekking 2010 - Magic City

Para nossa equipe, quando se tratam de provas no Magic City, não tem meio termo: é céu ou inferno. Dessa vez, tivemos bastante sorte: o dia estava perfeito, com sol mas sem muito calor, o lugar é muito bonito, conseguimos seguir à risca nossa estratégia e ainda fomos bem na prova.

Como o Magic City fica perto de casa, não precisamos viajar no sábado. A reunião estratégica foi na casa do Marcelo e da Daniela, com direito a pizza, Hoegaarden, Leffe, Jack Daniel's, José Cuervo, Nega Fulô, Absolut 100 e, obviamente, muito Green. O Roberto e a Lu também estiveram lá, para dar suporte à decisão da estratégia.

Dessa vez, nossa estratégia focou os PCs ocultos e os especiais, ao contrário de outras etapas, em detrimento de PCs que estavam em regiões com topologia possivelmente mais complicadas. Traçamos uma rota com margem de 30 minutos, para eventualidades. Torcíamos para que os PCs ocultos fossem bastante difíceis para determinar suas posições.

No domingo, acordamos cedo para tomar um café da manhã reforçado na Bella Vitória, mas não precisou ser tão reforçado assim, porque todo mundo ainda estava estufado por conta das pizzas da noite anterior.


Como iríamos largar às 10h09, nos planejamos para chegar às 9h. Lá chegando, nosso primeiro percalço: consideramos que na largada haveriam informações de como localizar os PCs ocultos, conforme havia sido divulgado. Mas a informação passada na largada foi que a posição desses PCs só seriam fornecidas nos PCs 1 e 3, ou seja, teríamos que passar nesses PCs antes de localizar os ocultos. Por sorte nossa estratégia era flexível o bastante para continuarmos na prova sem os ocultos. 


Correu tudo bem até o PC 3, cuja prova tipo Tudo ou Nada consistia em verificar a afinidade entre dois elementos da equipe por meio de um jogo de dez perguntas que deveriam ser respondidas por um dos elementos e o outro elemento deveria acertar as respostas dadas pelo primeiro elemento. A escolha óbvia foi entregar a tarefa ao casal da equipe. Enquanto isso, Alberto e Jorge realizavam a triangulação para determinar a posição do PC 5 com as informações obtidas.


Cumprir a prova não foi fácil, porque o Marcelo não dava uma dentro. Durante o restante da prova, inclusive, rolou uma D. R. entre o casal...

Triangulado o PC 5, partimos em sua busca, que também não foi fácil, porque a triangulação apontava para uma região grande, já que os três círculos não se interceptavam em um único ponto. Depois de quase 10 minutos procurando, adivinha só onde ele estava? Pois é, embaixo da ponte! Por sorte, lembramos da lição de Cabreúva...

Nessa hora, mudamos nossa estratégia e fizemos uma rota inválida para o PC 1, porque a opção era gastar meia hora passando novamente pelo PC 3 antes de seguir para o PC 1.

A prova do PC 1 consistia em acertar um desenho (de um ditado popular) feito por um dos elementos da equipe. O Jorge desenhou uma vaca com chifres e o restante da equipe começou a chutar expressões com "vaca". Logo saiu "a vaca foi pro brejo"! Acertamos!!! Fizemos a triangulação para o PC 4 (dessa vez a região de busca ficou bem menor) e seguimos para o PC 17. No caminho, a Daniela viu um elemento de uma equipe à nossa frente desgarrando da sua equipe e denunciando a posição do PC 4 para a gente. Aí ficou fácil, né?


Na sequência, iniciamos nossa rota de chegada, por uma região no Magic City que não conhecíamos, mas que foi tranquila. A abertura da rota extra entre os PCs 32 e 31 nos economizou uns 25 minutos (edit: depois de publicado o resultado, vimos que a gente se enganou na ordem dos PCs 31 e 32: passamos neles na ordem inversa...). Com isso e com a rota inválida onde economizamos meia hora, acabamos a prova meia hora antes do tempo máximo.


Essa prova foi muito legal. Sem contar o clima, que estava impecável, o tempo de prova foi adequado, o esforço físico foi na medida, o lugar, sendo pequeno, facilita o controle da prova por parte do organizador. As fitas laranjas nos PCs foi uma excelente idéia, porque evita que equipes mal intencionadas escondam (mais ainda) os PCs.

Entretanto, ainda há algo a se melhorar, principalmente quanto à ordem dos PCs ocultos, uma vez que houve equipes que passaram em PCs ocultos antes de obter os dados para triangulação. Ora! Como pode? É certo que por mais ocultos que os PCs ocultos sejam, sempre é possível observar outra equipe encontrá-los (nessa prova, isso aconteceu conosco - mas já tínhamos a posição do PC) e com isso saber sua posição. Entretanto, as equipes não deveriam receber os pontos dos PCs ocultos se ainda, teoricamente, não sabem sua localização prezando, enfim, a estratégia.

(último comentário: sabemos que o resultado oficial só sai na quarta-feira, e sabemos também que não estaremos em primeiro lugar quando esse resultado sair, mas vai ficar publicada aqui a nossa vitória. A primeira depois de um longo tempo...)





Visualizar Magic City em um mapa maior



Distância: 4,9 km (calculado)
Tempo total: 2h 33min

Participantes: Alberto, Daniela, Jorge e Marcelo.

Resultado não oficial:
1 - Johnnie's Walkers (27312 pontos)
2 - Mais Aventura (26483 pontos)
3 - Big Blue (25097 pontos)

(editado em 20.05.2010) Resultado oficial:
1 - Big Blue (35840 pontos)
2 - Mais Aventura (30226 pontos)
3 - Johnnie's Walkers (28655 pontos)

Prato do dia: Picanha no rèchaud do Bar Figueiras (depois de desistir do Rosas e do Redwood, por causa da fila e da fome). A sobremesa foi na casa casa do Marcelo e da Daniela: foi o soburô do sábado.